PROJETO DE LEI DE ROBERTO CIDADE INCENTIVA INSERÇÃO DE MÃES SOLO NO MERCADO DE TRABALHO
A
propositura, que visa incentivar a autonomia financeira das mães chefes de
família por meio da inserção delas no mercado de trabalho, segue para sanção
governamental.
“Criar
e formar um cidadão são tarefas desafiadoras e complexas, e quando é exercida
sem auxílio se torna ainda mais difícil. Nosso projeto visa incentivar que essa
mãe solo ganhe autonomia financeira, por meio da inserção no mercado de
trabalho e, assim, ganhe em qualidade de vida, tendo meios de se manter e
manter seus filhos financeiramente. A empregabilidade é uma questão que precisa
ser motivada para que essa mãe tenha mais tranquilidade no nível familiar”,
disse.
A
proposta é voltada à mulher provedora de família monoparental registrada no
Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) e com dependentes de até 18
anos de idade.
Segundo
as diretrizes do programa, ele pretende mobilizar empresas e estabelecimentos
comerciais a disponibilizarem vagas de emprego, e/ou estabelecerem relações
comerciais e de serviços com as mães solo. Prevê, ainda, além da inserção de
mãe solo no mercado de trabalho, combater a desigualdade salarial entre homens
e mulheres.
“Tenho
certeza de que todos ganham. Tanto as mães, quanto as empresas. As mulheres são
comprometidas, realizam suas atividades com afinco. A proposta é que as
empresas que aderirem ao projeto, que contribuírem na geração de emprego e
renda para as mães solo ganharão o selo ‘Empresa Amiga da Mãe Solo’. É uma
forma que encontramos para reconhecer essa importante contribuição com a
sociedade”, falou.
Entende-se
como mãe solo todas as mulheres responsáveis integralmente pela criação e
educação de uma criança, tanto nas questões financeiras, quanto na dedicação do
tempo.
Região Norte lidera número de pais
ausentes
Conforme
dados do Portal da Transparência do Registro Civil foram registradas, em 2023,
no Brasil, 160.658 certidões de nascimento em que consta apenas o nome da mãe.
Esse número se refere ao período de 1º de janeiro a 1º de dezembro de 2023 e
inclui todas as regiões do Brasil.
Esses
documentos são chamados de certidões com pai ausente e seu número cresceu de
2022 para 2023: no mesmo período de 2022, foram 150.948 certidões.
Das
2.358.947 crianças registradas no Brasil até 1º de dezembro, as 160.658 com registro
de pai ausente representam 6,32% dos nascimentos. A região com maior percentual
de pais ausentes é a Norte, com 10%.

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